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Os negros e a sociedade Escravocrata


Os negros e a Sociedade escravocrata
A mão-de-obra utilizada no Brasil do período colonial era, em maior parte, proveniente das atividades de comércio de escravos negros que forçadamente migraram da África. A força de trabalho dos negros africanos foi portanto empregada nas lavouras e engenhos dos grandes proprietários. No período da grande expansão colonial portuguesa, a metrópole contava com seu domínio colonizador espalhado em diversas regiões africanas (Guiné, Costa do Marfim, Angola, Moçambique, Angola, arquipélago de Cabo Verde e Congo). Os negros escravizados pelos grandes proprietários não raramente fugiam do cativeiro e constituíam agrupamentos conhecidos como quilombos. Dentre estes agrupamento o mais famoso e mais importante foi o Quilombo dos Palmares, que segundo estimativas deveria ter agrupado cerca de trinta mil negros. A intensidade das atividades de tráfico de escravos para o Brasil passou a declinar a partir de instituição de leis proibitivas: a partir do início do século XIX a Inglaterra, que anteriormente havia obtido uma posição de destaque no tráfico, passou a exercer pressão sobre o Brasil quanto à extinção do tráfico. Para a Inglaterra, já em na fase da revolução industrial, não interessava o trabalho escravo: isto implicava na restrição de um grande mercado consumidor em potencial.
O chamado Bill Abeerden foi a lei instituída pela Inglaterra mediante a qual havia a autorização de apreensão de navios negreiros pela marinha inglesa. A proibição do tráfico de escravos no Brasil foi posteriormente instituída no país pela Assembléia do Império: a Lei Eusébio de Queirós, instituída em 1850 e resultava das pressões inglesas, tratou de proibir o tráfico negreiro no país. A partir desta lei o tráfico passou à sua grande fase de declínio, havendo grande redução no número de negros que tiveram entrada no país através do comércio negreiro, ao passo que as lavouras de café enfrentavam grandes problemas de mão de obra. As atividades do tráfico, embora muito reduzidas, não cessaram ao todo, pois alguns navios, em caráter de clandestinidade, ainda transportavam negros trazidos à força do continente africano. A escravidão, condenada com a extinção do tráfico, recebeu o golpe final a partir da Abolição da Escravidão de 1888 mediante a carta assinada pela princesa regente Isabel. Apesar da abolição, os negros passaram a enfrentar sérios problemas sociais, permanecendo em grande parte na miséria totalmente desassistida, deixados à própria sorte, enquanto o trabalho escravo era substituído pela mão-de-obra européia que então aportava no país à procura de novas oportunidades. É necessário dizer que, a contratação de imigrantes foi escolhida como alternativa à escravidão, para ” branquear ” nossa população. Infelizmente o racismo é um traço que, a tempos, permeia nossa história.
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